Descrição Preparação da lã
Título Tapetes Orientais
História da Arte ente lavada para retirar a sujeira e a gordura. Depois de seca e separada, a lã é penteada para que as fibras se alinhem e, quando forem fiadas, produzam um cordão resistente. Por fim, a lã é cardada para que esteja pronta para a fiação. A cardagem é concluída por escovadas repetidas, com duas pás de madeiras (chamadas "cardas"), que contêm dentes de metal inclinados. Depois de cardada, a lã está pronta para ser fiada. A fiação da lã é um processo antigo que vem sendo praticado há séculos. Durante a fiação, as fibras são esticadas e torcidas juntas, manualmente ou por meio de máquina. As fibras de lã que são fiadas juntas formam um cordão de fios; dois ou mais destes cordões são torcidos juntos para formar um fio de cabo. O processo manual é realizado com uma fiadeira, composta de uma trave de madeira e uma peça transversal ou disco. O tecelão enrola as fibras em torno de seu punho ou braço, prende-as a fiadeira e depois puxa e torce, criando uma linha ou um fio contínuo. A fiação também pode ser feita numa roca, que basicamente consiste de um fuso ligado a uma roda giratória. A direção na qual o fio é torcido é importante, porque pode afetar sua resistência. O fio pode ser torcido tanto na direção dos ponteiros do relógio, da direita a esquerda, quando é chamado "fiado em S", quanto na direção contrária aos ponteiros do relógio, da esquerda para a direita, quanto vai se chamar "fiado em Z". Colhendo a Seda A seda origina-se de uma linha única e incrivelmente longa, com a qual o bicho-da-seda constrói seu casulo. O comprimento de uma única linha pode chegar a medir mais de 1 milha (1,6 km). A seda mais fina vem da primeira parte da linha; a seda mais tosca (chamada "seda embaraçada") vem dos pedaços na base do casulo. Os bichos-da-seda são cuidadosamente cultivados, e após terem sido colhidos, os casulos são fervidos e escovados para criar as linhas finais. Embora a produção de seda tenha nascido na China, hoje também é realizada no Irã e na Turquia. Fios da Urdidura Os fios da urdidura, preso aos cilindros superior e inferior do tear, formam uma importante base para a estrutura do tapete e, portanto, devem ser resistentes. O tipo, espessura e cor dos fios da urdidura variam de país para país, de povoado para povoado e mesmo de tribo para tribo. A lã usada para as linhas de urdidura é fiada à mão ou à máquina e depois dobrada. O número de dobras varia de acordo com a tradição e o estilo da região de tecelagem. Por vezes, e especialmente em áreas mais primitivas, fios de pêlo de cabra ou camelo são tecidos com lã de ovelha. Também é comum o uso do algodão, que pode ser fiado a mão ou a máquina. As urdiduras de algodão fiadas a máquina foram introduzidas na indústria de tecelagem de tapetes na metade do século XIX, como resultado da industrialização. A maioria é feita de algodão indiano fiado na Inglaterra. As urdiduras fiadas à máquina formam fios mais uniformes, com geralmente cinco ou mais dobras. As urdiduras fiadas à mão por outro lado, são mais grosseiramente tecidas, com três ou quatro dobras, e tendem a ser menos uniformes na largura. A seda também é usada para as linhas de urdidura, mas em uma quantidade menor do que a lã e o algodão. Embora, relativamente ao seu diâmetro, a urdidura de seda seja a mais resistente, ela é cara e refinada. O resultado é que apenas os tapetes mais requintados são tecidos em urdiduras de seda. Fios da Trama A uma única trama que passa entre duas fileiras de nós chamamos "tiro", e o número de tiros usados entre as fileiras de nós varia de acordo com o tecelão e a região de tecelagem. Em alguns tapetes, pode haver até cinco tiros de trama entre duas fileiras de nós. Como nas linhas de urdidura, algodão, lã e seda são os mais utilizados, seja separadamente ou em combinações como lã com algodão, lã, algodão e fio de pêlo de cabra, ou algodão e seda. Freqüentemente usados em sua forma natural, as tramas tendem a ser de cor branca, cinza, marrom ou preta. Por vezes, contudo, são tingidas de diversas cores, mas principalmente de vermelho, rosa e azul. Os nós São usados dois tipos básicos de nós para atar o fio: o nó ghiordes (também conhecido por "nó turco" ou "simétrico") e o nó senneh (também conhecido por "persa" ou "assimétrico"). O nó ghiordes é geralmente usado na extremidade ocidental do cinturão do tapete, e o nó persa, partindo do Irã em direção a leste. Há ainda um terceiro tipo de nó, chamado "jufti", que é conhecido no mercado de tapetes como "nó duplo" ou "falso". Este nó tanto pode ser um ghiordes ou um seneh que foi envolvido em torno de quatro urdumes, em vez de dois. Assim, o tecelão dá apenas metade do número de nós, diminuindo a espessura da felpa e enfraquecendo a estrutura e o desenho do tapete. Para identificar o tipo de nó usado, dobre o tapete horizontalmente e abra a felpa. O nó ghiordes é o mais fácil de fazer; um cordão de fios é visível assim que passa sobre os fios da urdidura. A Felpa Obviamente, a qualidade da felpa tem muito a ver com a qualidade do fio. A maioria dos tapetes orientais é tecida com fios de lã, cuja qualidade varia grandemente de região para região, uma vez que diferentes fatores afetam a textura e a cor. A melhor lã é a "kurk", retirada do peito das ovelhas e usada na criação dos melhores tapetes persas. A lã de pior qualidade, por vezes chamada de "morta", é aquela que se remove da ovelha abatida; e é seca e frágil. Por vezes, outras fibras, como o pêlo de camelo ou de cabra, são combinadas com a lã, dando à felpa uma textura eriçada. Nos melhores tapetes, pode-se usar fios de seda, ou combina-los com a lã para conseguir um determinado efeito ou acentuar certas partes dos desenhos. O algodão mercerizado, às vezes chamado de "seda artificial", lembra a seda pelo seu brilho e sua textura suave. O algodão mercerizado, de um branco radiante particular, é ocasionalmente usado na felpa como um toque decorativo em tapetes turcos e turcomanos. Porém, é necessário estar atento. Alguns comerciantes de índole duvidosa podem tentar fazer algodão passar por seda, mas uma observação atenta mostrará que o algodão não tem a mesma suavidade ou o brilho da seda - nem mesmo da lã. Acabamento das extremidades Para remover o tapete do tear, deve-se cortar a urdidura. A parte do urdume cortado que permanece presa ao tapete é conhecida como "franja". As urdiduras ou franjas cortadas devem receber acabamento de maneira a prevenir que os nós tecidos fiquem frouxos. Uma franja amarrada ou uma tira estreita de Kilim com franjas são os métodos mais comuns para dar acabamento a essas pontas. O Kilim pode ser liso ou tecido com cores e padronagens; às vezes adiciona-se uma felpa ou um ornamento, amarrando-os. Alguns tapetes possuem franjas em apenas uma extremidade. Nesses casos, a ponta oposta pode simplesmente ser voltada para baixo e costurada, ou receber uma mera tira de Kilim tecido. Acabamentos Laterais As Bordas laterais de um tapete podem ser fechadas de muitas maneiras diferentes. Às vezes forma-se uma simples ourela costurando-se vários fios da urdidura com os fios da trama. A ourela pode também ser reforçada dando-se um ponto de chuleio com uma ou duas cores de fio em volta de toda a lateral do tapete. Em algumas regiões, uma corda lateral é considerada às bordas do tapete depois de pronto. Cordas e "aparas" Enquanto o tapete está sendo tecido, os tufos ficam pendurados e, portanto, torna-se difícil ver o desenho. Ocasionalmente, enquanto a tecelã está trabalhando, ela vai cortando esses tufos em aproximadamente 2 polegadas (5 cm) de comprimento e o desenho começa a aparecer. Quando o tapete está pronto e é tirado do tear, é levado a um tosador mestre, que "apara" o tapete para criar a franja. Não é necessário dizer que esse processo requer o trabalho de um profissional habilitado, porque o comprimento da franja deve ser uniforme. Se o tosador falhar, ele pode acabar arruinando meses de trabalho e dedicação. Uma das características mais impressionante dos tapetes orientais é a variedade de cores utilizadas para criar os desenhos.
Data 21/11/2007
Fonte Morales Tapetes Orientais

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