| Biografia |
Thales Memória tem a arte no sangue. Neto de Benno Treidler, pintor alemão que viveu e ensinou arte entre nós, e filho de arquiteto, Thales também ostenta uma formação artística ampla. Absorveu-a naturalmente na convivência familiar e no aprendizado formal das escolas de Belas-Artes e Arquitetura, num tempo em que a "mão" era muito exigida e os autocads inimagináveis.
Nesta sua exposição, ele aborda os temas habituais: naturezas-mortas e paisagens. Nas paisagens, há um olhar mais distanciado e cores mais fortes, ao contrário das anteriores, que eram mais fechadas, emclose suave e tons pastel. Sua pintura atual, entretanto, mantém aquela mesma delicadeza e tranquilidade, já característica de seu estilo, sobretudo nas paisagens que captam a natureza em seu estado puro, sem a perturbadora presença humana. Por isso, mos transmitem uma deliciosa sensação de vazio que é ao mesmo tempo uma sensação de paz, quase espiritual.
Ainda nas paisagens, ora se detém em pequenas clareiras, magníficos exemplos da inter-relação entre luz e cor, ora eleva-se acima das copas das árvores em sua privilegiada visão de um "vôo de pássaro". Nas naturezas-mortas, a composição é geralmente mais estruturada, embora apoiada apenas e inteiramente na cor. São vazos de plantas imaginárias (mas verossímeis) colocados estrategicamente em amplas janelas que levam o espectador a se deslocar através da cena, quando o nosso olhar é convidado a alcançar o tranqüilo remanso da paisagem indicada ao fundo: Teresópolis transformada pela sensibilidade do artista Giverny tropical.
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