Gilvan Nunes

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Artista Gilvan Nunes
Biografia Nascido em Vermelho Novo, Minas Gerais, em 1966

Trabalha e vive no Rio de Janeiro, RJ, Brasil



Graduação

1986 - 91 Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Professors: Charles Watson, Hilton Berredo, Daniel Senise, Beatriz Milhazes e Milton Machado), Rio de Janeiro, RJ



Individuais

2010 Trabalhos Recentes, Largo das Artes, Rio de Janeiro, RJ.

Favelão, Galeria do Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos, Porto, Portugal

2009 Galeria Patricia Costa, Rio de Janeiro, RJ

2008 Favelão, Espaço Furnas Cultural, Rio de Janeiro, RJ

2007 Art Gallery 100, Antwerp, Belgium.

2006 Galeria Monica Filgueiras, São Paulo, SP

2003 Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ.

2001 Galeria Thomas Cohn, São Paulo, SP. Galeria Coletânea, Rio de Janeiro, RJ.

1998 Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ.

1995 Galeria do Centro Cultural Candido Mendes, Rio de Janeiro, RJ.



Coletivas

2010 Liberdade é pouco: O que eu quero ainda não tem nome. Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ. Do Rio com afeto. Galeria Oscar Cruz, São Paulo, SP

2009 SPArte. Galeria Thomas Cohn, São Paulo, SP. Auction Brazil Foundation, New York, NY.

2008 SPArte. Galeria Thomas Cohn, São Paulo, SP.

Auction Brazil Foundation, New York, NY.

Estranhamentos. Galeria Durex, Rio de Janeiro, RJ.

Art Gallery 100, Antwerp, Belgium

2007 SPArte. Galeria Monica Filgueiras, São Paulo.

Auction Brazil Foundation, New York, NY

2006 A Imagem do Som da MPB. Paço Imperial, Rio de Janeiro. SPArte, Galeria Monica Filgueiras, São Paulo. Vitrine Efêmera. Rio de Janeiro.

2005 SPArte, Galeria Monica Filgueiras, São Paulo.

2004 Vintage show. Moja Modern Art Gallery, Johannesburg, South Africa.

2003 Brazilian Vintage, Feira de Arte de Buenos Aires, Argentina. Brazil Foundation Auction, New York, NY.

2002 Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho. Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ. Galeria Celma Albuquerque, Belo Horizonte, MG. A Cultura em tempo de AIDS, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ e bienal de Havana, Havana, Cuba (projeto selecionado).

2001 Fundação Rômulo Maiorama, Belém, PA - prêmio de aquisição.

1996 XX Salão Carioca Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ. Arte Experiência e pesquisa - Centro Cultural CM, Rio de Janeiro, RJ.

1995 Estranhos Frutos no Parque. Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.

1994 Contrastes EAV - Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ.

1993 XIII Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ.

1991 M9-EAV Parque Lage, Rio de Janeiro, RJ. XV Salão Carioca, Rio de Janeiro, RJ.

1990 XXI Salão de Arte Usiminas. Ipatinga, MG.

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A seguir, texto de Fernando Cocchiarale sobre a obra de Gilvan Nunes.

GILVAN NUNES, Trabalhos Recentes

"Gilvan começou a pintar ainda na década de 80, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage que, à época, tornou-se o epicentro da retomada da pintura no Brasil. Essa retomada estratégica, num momento em que este meio convencional das artes parecia na iminência de sua anunciada morte pela desmaterialização promovida na década anterior pela arte conceitual e seus desdobramentos , mobilizou internacionalmente um vasto contingente de jovens artistas. Como quase todos os pintores florescidos nessa época, Gilvan segue experimentando outras possibilidades de pintar, possibilidades que vêm mantendo a pintura ainda longe de seu termo histórico, graças ao sucesso atual de muitas dessas experiências.

Seu trabalho resulta, frequentemente, da fusão de duas genealogias historicamente opostas: a do fazer manual, de longa tradição nas artes, entendidas como ofícios que dependem sobretudo da habilidade e domínio técnicos do artista, e a do projeto, cujo sentido reside na antecipação da obra pela idéia que tornaria legítima a apropriação de objetos já feitos (Duchamp) e a terceirização do fazer, tal como ocorre na arquitetura e no design. Se por um lado o fazer manual é, portanto, para este artista um modo processual indissociável de seu pensamento artístico e elaboração poética - Gilvan parece pensar com as mãos - ele comumente cria limites para este fazer a partir de procedimentos impessoais como a apropriação, a impressão, e a colagem e a assemblage.

Os procedimentos híbridos que singularizam o trabalho de Gilvan podem ser observados nas serigrafias expostas. São paisagens elaboradas a partir de elementos de origem industrial, já que suas matrizes foram produzidas a partir de colagens de arabescos, círculos, motivos florais, personagens infantis de vinil decorativos, de adesivos para carros, sobre as quais o artista carimba padrões florais com os rolos de pintar estampas em paredes que recobriam, há alguns anos, pinturas de anônimos por ele compradas em Brechós.

As pinturas agora mostradas, no entanto, fogem à lógica acima exposta. São paisagens imaginárias, nas quais motivos florais e vegetais permitem a organização processual, expressiva e matérica da superfície das telas no próprio fazer que, no caso reina absoluto. À exceção de algumas obras de pequeno formato da série Noturnos (sobre as quais o artista apõe figuras de porcelana, apropriadas do circuito industrial decorativo- popular) suas pinturas atuais resultam exclusivamente do fazer manual.

Nessas torções e deslocamentos reside a força e o interesse poético do trabalho de Gilvan Nunes, eles são testemunhas visuais da hibridização, da edição de fragmentos de práticas distintas e até contraditórias que caracterizam tanto a vida quanto a arte contemporâneas."

Fernando Cocchiarale, Julho 2010.
Fonte www.gilvannunes.com.br