| Biografia |
FANAVISKAS: Assim assina Fernando Antonio Naviskas, nascido em 2 de agosto de 1961, na cidade de Barretos, interior paulista.
Inclinado às artes desde criança, sua principal ocupação era o desenho. Garoto, nos anos 70 fazia histórias em quadrinhos, usou nanquim e giz pastel em suas primeiras composições; fez experiências de escultura em madeira. Desenvolvendo gosto pelo desenho técnico chegou a criar logomarcas para empresas; incentivado pelo pai interessa-se por fotografia.
Com 20 anos estuda pintura na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, então localizada no bairro da Luz, em frente à estação, local profundamente registrado em sua memória é retratado por ele em diversas vezes - dali saíam os trens para as longas viagens a Barretos, e é de lá, sua cidade natal, as lembranças felizes de infância nas férias ali passadas, revisitadas em boa parte no espírito bucólico de suas paisagens.
Em 1985 estuda Educação Artística na Faculdade Marcelo Tupinambá.
Terceiro dos quatro filhos de Pedro Naviskas e Maria Abdala Tomé Naviskas, neto de lituanos e libaneses, Fernando é um apaixonado das artes e a música, tendo sido tenor em diversos coros; estudou bateria e ainda hoje tem um grupo musical onde é vocalista.
Na pintura aborda temas diversos, sobretudo temas urbanos e locais da cidade de São Paulo e a cultura afro-brasileira. Despeja grossas camadas de tinta desfilando em inúmeros estilos próprios. Com pincel ou espátula revela multiplicidade na interpretação dos modelos, sejam retratos ou paisagens.
Van Gogh, Picasso, Manet, Benedito Calixto, Gregorio Gruber, Portinari, Rembrandt, são alguns dos artistas que admira.
O figurativo é mais comum em sua obra baseada na natureza que interpreta a seu modo único, utilizando pesadas massas de cor nos seus trabalhos, quase todos, óleos sobre telas e acentuando bem os contrastes cromáticos na luz e na sombra. Quase toda sua obra é marcada pela perspectiva, tanto nas imagens urbanas quanto nas paisagens. Há nele o gosto especial em explorar a sensação de profundidade e assim também se utiliza da perspectiva atmosférica com cinzentos cromáticos para ressaltar as figuras em primeiro plano.
Em 1981 conheceu o candomblé, uma das riquíssimas culturas afro-brasileiras e passou até 1989 a pintar orixás e modelos negros. Em 1984 iniciou as primeiras pinturas retratando paisagens urbanas de São Paulo, principal temática de sua obra que desenvolve até os dias de hoje.
A primeira exposição se deu em 1984, na mostra coletiva que reuniu os colegas formandos da Faculdade de Belas Artes de São Paulo no restaurante Macarrão que funcionava na Praça Roosevelt.
Lá expôs uma pintura que mostrava um grupo de negros além de algumas gravuras em água-forte retratando seus antepassados lituanos.
Por fortes razões pessoais em 1993 interrompe sua pintura e só vai retomá-la com vigor em 2002 e desde então é o período mais produtivo de sua vida não com aquela linguagem idealizada que buscava mas com diversas delas, de forma e conteúdo pluralistas, o que sempre o caracterizou.
Contemporâneo a seu modo único, não aprecia rótulos - flerta com diversas influências desde a pintura clássica, cartuns. O impressionismo e o expressionismo são correntes muito presentes em suas linguagens.
Expõe no Museu Raful, um espaço cultural de peças de antiquário de 2005 a 2006, expõe em novembro de 2010 na FTU.
Atualmente faz ilustrações de discos e livros da cultura afro brasileira pela Ayom Records, está presente na DEMOCRART www.democrart.com.br
Diversos novos projetos no campo das artes estão delineados a partir desse ano de 2011.
É casado e tem um filho.
Visite meu blog naviskas.blogspot.com e conheça um pouco mais de seu trabalho.
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