Ana Sário

Ver todas as obras de Ana Sário

Artista Ana Sário
Biografia 1984 São Paulo SP
Vive e trabalha em São Paulo

Formação Acadêmica
2008 Bacharelado em Artes Plásticas - Faculdade Santa Marcelina

Cursos Extra Curriculares
2008 "Curso Livre de Historia da Arte no Brasil, Um Recorte sobre a Visualidade Contemporânea." - Pinacoteca do Estado de São Paulo - Rafael Vogt Maia Rosa
2008 "Pintura: Prática e Reflexão" - Instituto Tomie Ohtake - Paulo Pasta /segundo semestre de 2008 (ainda cursando)
2007/2008 "Curso Livre de Historia da Arte - Rodrigo Naves
2006 "Laboratório Fotográfico" - Centro Universitário Maria Antônia - Inaê Coutinho
2006 "Curso de Fotografia" - Centro Universitário Maria Antônia - Inaê Coutinho
2004 Seminário Museus e Exposições no século XXI: Vetores e desafios contemporâneos - Centro Cultural Banco do Brasil

Experiência Profissional
2009 Assistente da Artista Plástica e Co-Curadora da Radiovisual, Lenora de Barros - 7ª Bienal do Mercosul - "Grito e Escuta"
2009 Assistente do Artista Plástico e Curador da Mostra Texto Público, Artur Lescher - 7ª Bienal do Mercosul - "Grito e Escuta"
2008 Realização de Pesquisa para o Artista Plástico e Curador da Mostra Texto Público, Artur Lescher - 7ª Bienal do Mercosul - "Grito e Escuta"
2007 Aulas de Artes para Jovens com necessidades especiais, com o monitoramento da Artista Plástica Luise Weiss - Ministrado por Ana Carolina L. Sario e Felipe Pereira Barros / Local: Atelier de Luise Weiss
2005 Monitoria e Montagem - Projeto Ocupação - Paço das Artes

Exposições
2010 38º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto - Santo André
2009 Ocupação - Casa Contemporânea
2009 Energias na Arte - Instituto Tomie Ohtake


Território do corpo *

"O trabalho não é posto em um lugar, ele é esse lugar".
(Michael Heizer)

Parece que cada vez mais é preciso se afastar do mundo para poder enxergá-lo melhor. Fotografias aéreas e programas de imagem como o GoogleMaps nos dão a ilusão de ter acesso absoluto do mundo. Hoje, os espaços são resultados de um conjunto de informações. Referências visuais transformam-se em números e coordenadas. Não há horizonte, perspectiva, limites ou centro. O olhar das máquinas vem construindo com o passar tempo um mundo que cada vez menos nos reconhecemos como parte. Um mundo distante, no qual somos incapazes de interferir. Nos trabalhos de Ana Sario, o ato de olhar não é isento e as imagens não são resultado de uma organização matemática do espaço. A artista traz o mundo de volta para a escala humana. Nessas telas, vemos só até onde o corpo alcança. O horizonte deixa de ser o das máquinas, que pretendem dar conta do mundo, para ser o do Homem, limitado e parcial, que se conforma com o que vê pelas ruas por onde passa.

É caminhando pela cidade que Ana Sario vai encontrando pinturas como Da janela de Roberta (2009) e Caio Graco (2009). Com a fotografia, registra a paisagem urbana e dela se apropria de alguns indícios, como casas, edifícios, arquiteturas, ruas ou paredes. A fotografia interessa não apenas por sua capacidade documental, mas principalmente por seu potencial de revelar pontos de vistas, frestas, cantos e passagens no espaço. Mas aqui, não se trata de simplesmente observar. Em vez de fotografar as paisagens urbanas de fora, Ana Sario coloca-se, e acaba nos colocando também, dentro delas. A artista se utiliza de variações de planos, que podem ir desde a vista que se tem do 10º andar de um prédio até um close focalizando um detalhe; e diferentes pontos de vistas, como vistas de cima para baixo ou de baixo para cima.

Se esses são espaços afetados pelo olhar, são também espaços afetados pelo ato de pintar. Apesar de terem como ponto de partida fotografias, as pinturas de Ana Sario não estão presas a elas. Ao contrário, partem de elementos presentes nela para rearticular o espaço do mundo e o espaço da tela. Ângulos e articulações são intensificados no ato de pintar. Em telas mais recentes, como Quintal (2009) e Quadra (2009), o espaço vem ganhando mais movimento, com a desestabilização de planos e estruturas. Em alguns casos, quase deixam de ser uma imagem para se apresentarem como planos construídos a partir de articulação de campos de cores. Cores, aliás, que não são as da cidade ou das coisas. São cores que revelam um olhar afetuoso para a cidade.

Fernanda Lopes
dezembro/2009

* esse texto é resultado de conversas com a artista em visitas ao ateliê durante o segundo semestre de 2009

fonte : Galeria Virgilio em nov/2011
Fonte cda

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.