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Artista : Ibere Camargo - Iberê Camargo
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BIOGRAFIA
 
Chegou ao Rio de Janeiro em 1942, rebelando-se logo em seguida contra o ensino da Escola Nacional de Belas Artes. Estudou com Guignard, tendo sido um dos fundadores, em 1943, do Grupo Guignard, instalado na rua Marquês de Abrantes, no Rio. Em viagem à Europa, estudou com André Lhote e De Chirico. Realizou diversas individuais no país e no exterior, e é considerado um mestre do abstracionismo brasileiro. Entre as exposições recentes de sua obra, merecem destaque as retrospectivas realizadas em 1994, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, em 2001, na Galeria André Millan/Bolsa de Arte de São Paulo, e em 2003, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e Paço Imperial, Rio de Janeiro. Em depoimento para a revista Artis (n. 1, nov. 1982), Iberê Camargo assim se expressou a respeito de sua obra: "Alguém falou que a minha obra também era vida. Não sei quem fez esta referência; alguém disse que fazia pensar na pintura e na vida. Na realidade, a pintura para mim é a razão de ser. Acho que se não pintasse, nada teria sentido para mim. (...) O envolvimento com a pintura existiu desde o início. Eu sempre fui um homem apaixonado. E não sou apaixonado só pela pintura, mas pela vida; apaixonado por tudo." Para Olívio Tavares de Araújo "sua proposta vital é ética e estética, quem já o viu pintando percebe o porquê do vigor de seu gesto pictórico. Ele cai em transe".

Referências: A criação plástica em questão (Vozes, 1970) e Artistas brasileiros: acervo do Grupo Sul América de Seguros (Colorama, 1975), de Walmir Ayala; Pintura moderna brasileira (Record, 1978), de José Roberto Teixeira Leite; A gravura no Rio Grande do Sul 1900-1980 (Mercado Aberto, 1982), de Carlos Scarinci; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Iberê Camargo (MARGS/Funarte/INAP, 1985), de Evelyn Berg e outros; Abstracionismo geométrico e informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta (Funarte, 1987), de Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger; No andar do tempo (L&PM Editores, 1988), de Iberê Camargo; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros; Chorei em Bruges (Avenir, 1983), Dacoleção: os caminhos da arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986) e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Conversações com Iberê Camargo (Iluminuras, 1994), de Lisette Lagnado; Iberê Camargo (DBA/Grupo Gerdau, 1994), estudos de Ronaldo Brito, ensaio fotográfico de Luiz Achutti; Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul (UFRGS, 1997), de Renato Rosa e Decio Presser; Biblioteca Nacional: a história de uma coleção (Salamandra, 1997), de Paulo Herkenhoff; Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III (Edusp, 1998), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes; Gaveta dos guardados (Edusp, 1998), de Iberê Carmargo, organização de Augusto Massi; Iberê Camargo/Mario Carneiro: correspondência (Casa da Palavra/Centro de Arte Hélio Oiticica/RioArte, 1999); Gravura: arte brasileira do século XX (Itaú Cultural/Cosac & Naify, 2000), de Leon Kossovitch, Mayra Laudanna e Ricardo Resende; Coleção Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz; Iberê Camargo (Silvia Roesler/Instituto Cultural The Axis, 2001), de Paulo Venancio Filho; Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; O olhar amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de Araújo; Relâmpagos: dizer o ver (Cosac & Naify, 2003), de Ferreira Gullar; Iberê Camargo (Fundação Iberê Camargo, 2003), texto de Paulo Venâncio Filho; Diálogos com Iberê Camargo (Cosac & Naify/Fundação Iberê Camargo, 2003), organização de Sônia Salzstein; O olhar modernista de JK (MAB/FAAP, 2004), organização de Denise Mattar.


fonte : Bolsa de Arte do Rio de Janeiro


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Camargo, Iberê (1914 - 1994)



Biografia

Iberê Bassani de Camargo (Restinga Seca RS 1914 - Porto Alegre RS 1994). Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor. Em 1928 estuda pintura com Frederico Lobe e Salvador Parlagreco (1871 - 1953) na Escola de Artes e Ofícios, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Entre 1936 e 1939, em Porto Alegre, faz o curso técnico de arquitetura do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre e estuda pintura com Fahrion (1898 - 1970). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1942 e, com bolsa de estudos concedida pelo governo do Rio Grande do Sul, freqüenta por pouco tempo a Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Não satisfeito com a proposta acadêmica, estuda com Guignard (1896 - 1962) e funda, em 1943, com outros artistas, o Grupo Guignard. Em 1947 recebe o prêmio de viagem ao exterior e vai para a Europa no ano seguinte. Em Roma, estuda com Giorgio de Chirico (1888 - 1978), Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e Leone Augusto Rosa, e em Paris, com André Lhote (1885 - 1962). Volta ao Brasil em 1950 e, em 1952, torna-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas. Funda, em 1953, o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro, hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage. Em 1954, participa com Djanira (1914 - 1979) e Milton Dacosta (1915 - 1988), da organização do Salão Preto e Branco e, no ano seguinte, do Salão Miniatura, ambos realizados em protesto às altas taxas de importação de material artístico. Promove curso livre de pintura no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, em duas temporadas entre 1960 e 1965. Em 1966 executa painel de 49 metros quadrados oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde - OMS, em Genebra. A partir de 1970, leciona na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Em 1980 Iberê Camargo mata a tiros um homem que o agride na rua. É absolvido sob o argumento de legítima defesa, mas o episódio marca profundamente sua vida e sua obra. Em 1986, recebe o título de doutor honoris causa da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Entre suas publicações, constam o artigo Tratado sobre Gravura em Metal, 1964, o livro técnico A Gravura, 1992 e o livro de contos No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico, 1988.


Atualizado em 31/08/2006

Fonte: Itaú Cultural - 15/03/2007
 
Fonte: Bolsa de Arte do Rio de Janeiro - 02/04/2007

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