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Artista : Sebastião Vieira Fernandes
 
   
 
   
 
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BIOGRAFIA
 
Sebastião Vieira Fernandes
(1866-1943)
.


Nascido em Desterro, atual Florianópolis (SC) e falecido no Rio de Janeiro.

Estudou com Vítor Meireles e Zeferino da Costa na Academia Imperial de Belas-Artes, recebendo marcante influência do primeiro e se tornando, como ele próprio, pintor histórico.

Contemplado em 1888 com o Prêmio Imperatriz do Brasil da Academia Imperial - o qual lhe possibilitaria três anos de aperfeiçoamento na Europa -, não logrou viajar em face dos acontecimentos políticos que determinaram, já no ano seguinte, a derrocada da Monarquia.

Decepcionado, recusou-se a partir de então a expor salões oficiais, só o fazendo após 1901 quando, com o quadro Fantasia Japonesa, mereceu em uma menção honrosa.

Ajudante de seu antigo mestre Zeferino da Costa nas decorações da Igreja da Candelária em fins do Séc. XIX e começos do Séc. XX, quando já o grande pintor padecia de gradativa paralisia das mãos e se achava preso a uma cadeira de rodas, teria realizado, segundo, Argeu Guimarães, mais do que mera obra de auxiliar, trabalho no mínimo de co-autoria.

De acordo com o historiador seriam de autoria exclusiva de Sebastião Vieira Fernandes e por ele executados nada menos de seis painéis - "os seis que se vêem no primeiro corpo à entrada da igreja, fato aliás confirmado por Evêncio Nunes, também antigo discípulo e colaborador de Zeferino na decoração da Candelária", Esclarece mais Argeu Guimarães:

«Posso confirmar que são de fato de Sebastião, porque o vi em ação, algumas vezes com os inconclusos croquis de Zeferino em punho, executados numa interpretação livre, fora não raro do esboçado.»

E mais adiante:

«Dou mais um testemunho: em outro dia, em que o acompanhei (Sebastião) à igreja, vi chegar, na cadeirinha de rodas, com o rosto alterado e ensombrecido pelo desgosto, Zeferino em pessoa.

«Aparição do Averno. Pálido, caquético, tumular, olhava tristemente, do alto do adro, o bulício da rua que fervilhava em torno. A paralisia lhe tolhera as mãos, incapacitando-o de empunhar os pincéis, nem lhe era possível obviamente alçar-se aos andaimes da obra executada pelo outro.

«Quero dizer: Zeferino nem mesmo podia apreciar o que estava sendo feito. Mais desgraçado que o Aleijadinho, não podia sequer contemplar o que estava sendo pintado em seu nome.»

Praticando, além da pintura histórica e do retrato, (em que mais se destacou), também a paisagem, o nu, a alegoria, a natureza-morta e o gênero, Vieira Fernandes foi igualmente restaurador de méritos, nomeado em 1918 para conservador da pinacoteca da Escola Nacional de Belas-Artes, então dirigida por Batista da Costa.

Realizou, por outro lado, numerosas cópias de originais de Vítor Meireles, e de Velhos Mestres europeus.

Fonte; CD Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»

.


Texto do livro "Um Século de Pintura"
de Laudelino Freire
.


Nascido em Santa Catarina. Tem o curso da Academia e foi aluno laureado. Discípulo de Vítor Meireles e Zeferino da Costa, a quem auxiliou na restauração das decorações da Igreja da Candelária, em 1913.


Fonte : Pitoresco
 
25/02/2007

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