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Artista : Célia Euvaldo - Celia Euvaldo
Algumas Obras do artista...

                       
 
   
 
 
 
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BIOGRAFIA
 
Célia Euvaldo


(1955, São Paulo, SP)

Vive e trabalha em São Paulo
Célia Euvaldo nasceu em São Paulo em 1955. Realizou suas primeiras exposições individuais em 1988, na Galeria Macunaíma, da Funarte, no Rio de Janeiro, e em 1989, no Centro Cultural São Paulo. Obteve nesse mesmo ano o primeiro prêmio do Salão Nacional de Artes Plásticas. Nos anos 90 fez exposições individuais nas galerias Paulo Figueiredo (São Paulo, 1991 e 1993) e Marília Razuk (São Paulo, 1996 e 1999), na galeria Casa da Imagem (Curitiba, 1995) e no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1995 e 1999). Participou de várias exposições coletivas, entre as quais o ?Panorama da Arte Atual Brasileira?, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1990), e ?Influência Poética?, no Paço Imperial (1996). Em 2001 seus trabalhos foram apresentados na 7a Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, no Equador, e na mostra ?Arte Contemporânea Brasileira?, na Galeria Nacional de Belas Artes em Pequim, China. Em 2002 participou da exposição coletiva ?Tangenciando Amilcar?, no Espaço Cultural Santander (Porto Alegre). Em 2003 exibiu pinturas de grandes dimensões no Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo). Em 2005 participou da 5a Bienal do Mercosul (Porto Alegre). Em 2006 realizou individuais na Estação Pinacoteca, em São Paulo, intitulada ?Brancos?, e no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, que a representa desde 2001. A editora Cosac Naify lançou em 2008 um livro sobre sua obra.


fonte : Site Sparte 2010


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Born in São Paulo, Brazil in 1955.
Lives and works in São Paulo.

Célia Euvaldo was born in São Paulo in 1955. Presents her first solo exhibitions in 1988 at the Galeria Macunaíma (Funarte, Rio de Janeiro), and in 1989 at the Centro Cultural São Paulo (São Paulo). In the same year she is awarded the First Prize at the Salão Nacional de Artes Plásticas. In the 90s she presents solo exhibitions at the Paulo Figueiredo (1991 and 1993) and Marília Razuk (1996 and 1999) galleries, in São Paulo, at the Casa da Imagem gallery (1995), in Curitiba, and also at Paço Imperial (1995 e 1999), Rio de Janeiro. In this decade she takes part in several group shows, among which Panorama da Arte Atual Brasileira, at the Museu de Arte Moderna de São Paulo (1990), and "Influência poética", at Paço Imperial (1996). In 2001 her works are presented at the 7th International Painting Biennial in Cuenca, Equator, at a Contemporary Brazilian Art show, in China, an in a solo exhibition at the Gabinete de Arte Raquel Arnaud, in São Paulo. In 2002 she takes part of "Tangenciando Amilcar" group show, at the Espaço Cultural Santander, Porto Alegre, she presents a solo exhibition at Espaço Sérgio Porto, Rio de Janeiro, and makes a painting directly on the wall of Galeria 10,20 x 3,60 in São Paulo. In 2003 she presents large dimensions paintings at the Centro Universitário Mariantonia, São Paulo.Her last group exhibitions were: Experiências na Fronteira, Artistas do Gabinete de Arte Raquel Arnaud na 5ª Bienal do Mercosul at Gabinete de Arte Raquel Arnaud;5ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brazil.


Exposições Individuais | individual Exhibitions

2001
. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brazil

2000
. Centro Cultural São Paulo, São Paulo (artista convidada) , Brazil
. Casa das Artes Miguel Dutra, Piracicaba (artista convidada do 32º Salão de Arte Contemporânea), São Paulo, Brazil

1999
. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil
Marília Razuk Galeria de Arte, São Paulo

1997
. Galeria Casa da Imagem, Curitiba, Brazil

1996
. Marília Razuk Galeria de Arte, São Paulo, Brazil

1995
. Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil

1993
. Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo, Brazil

1991
. Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo, Brazil

1989
. Galeria Espaço Alternativo, Funarte, Rio de Janeiro, Brazil
. Museu de Arte Contemporânea, São Paulo, Brazil

. Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brazil

1988
. Galeria do Sol, São José dos Campos,SP, Brazil
. Galeria Macunaíma, Funarte, Rio de Janeiro, Brazil

Exposições Coletivas | Group Exhibitions

2005
.Experiências na Fronteira - Artistas do gabinete de Arte Raquel Arnaud na 5ª Bienal do .Mercosul, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brazil
5ª Bienal do Mercosul,Porto Alegre, RS, Brazil

1999
. "Arte Contemporânea Brasileira sobre Papel", Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brazil
. "Euvaldo, Miguez, Tassinari, Vinci", Museu de Arte de Ribeirão Preto, SP, Brazil

1997
. "Coleção Paulo Figueiredo no Acervo do MAM", Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brazil
. Galeria Casa da Imagem, Curitiba (coletiva de inauguração) , Brazil

1996
. "Influência Poética", Paço Imperial, Rio de Janeiro; Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG, Brazil

1995
. "O Desenho em São Paulo 1956-1995", Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brazil

1994
. 18º Salão Carioca de Arte, Escola de Artes Visuais, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brazil

1992
. "13 Artistas Paulistas", Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brazil
. Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo, Brazil

1990
. Panorama da Arte Atual Brasileira / Papel, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brazil
. Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo, Brazil

1989
. "O Pequeno Infinito e o Grande Circunscrito", Galeria Arco, São Paulo, Brazil
. 11º Salão Nacional de Artes Plásticas, Funarte, Rio de Janeiro, Brazil

1988
. Projeto Macunaíma, Funarte, Rio de Janeiro, Brazil

1987

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ENTREVISTA EM 09/07/2010

09.07.2010
A força do gesto

A paulistana Célia Euvaldo sempre estudou artes, mas amadureceu durante bastante tempo a ideia de tornar-se artista. Formada em Comunicação Visual e com licenciatura em Artes Plásticas pela PUC-RJ, ela mudou-se para Paris no início da década de 1980, onde estudou pintura e gravura e expôs no Salon de La Jeune Peinture. De volta ao Brasil, fez sua primeira exposição individual em 1988, na Galeria Macunaíma, no Rio de Janeiro. Desde então, Célia já expôs, entre outros lugares, no Paço Imperial, também no Rio, na 7ª Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, no Equador, na mostra Arte Contemporânea Brasileira, na Galeria Nacional de Belas Artes de Pequim, na China, na Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, na Estação Pinacoteca e no Museu de Arte Moderna, ambos em São Paulo.

Suas pinturas de forte influência minimalista tornaram-se conhecidas e consolidaram uma poética marcada pela presença do gesto. Convidada do Ateliê de Gravura da Fundação Iberê Camargo, Célia conversou sobre sua trajetória e as características de sua obra.

Como foi o seu começo nas artes? Como é que você decidiu por essa área?
Eu não sei se consigo determinar um começo. Sempre foi aquela coisa: a pessoa da família que desenhava bem, que gostava de desenhar. Sempre tive um interesse grande por desenho quando criança. Ficava criando coisas sozinha e, por isso, meus pais me puseram em escolinhas de arte e sempre me estimularam. Eu morava no interior de São Paulo, em São José dos Campos, que hoje é uma cidade relativamente grande, mas que era, na época, bem pequeninha. Então, eu acaba indo para São Paulo fazer cursos. Ia e voltava no mesmo dia. Para mim, tudo era praticar. E assim, aos poucos, fui me dirigindo. Mas demorei para me assumir como artista, para me voltar realmente para isto.

Por quê?
Porque quando fui fazer faculdade, eu achava que precisava encontrar uma profissão. Pensava: "bom, gosto de desenhar e gosto de crianças, então poderia abrir uma escolinha de artes para crianças". Então fui fazer pedagogia. Mas não cheguei a terminar o primeiro semestre, não suportei. Daí fui fazer uma faculdade de arquitetura que tinha lá na cidade, que era bastante experimental e voltada para as artes. Só que, dois anos depois que entrei, ela fechou. Aí fui para o Rio de Janeiro, estudar Comunicação Visual e licenciatura em artes. Com isso, fiz cursos de gravura e comecei a dar aula de artes para crianças. E então fui para a França, onde passei um tempo.

Pois é, você foi para lá muito jovem, não apenas em termos de idade, mas de carreira...
Eu não tinha um trabalho artístico. Comecei a fazer gravuras, mas nem tinha na minha cabeça que queria ser artista.

Então essa estada na França foi determinante pra esta decisão?
É, talvez dê para dizer isso. Eu nunca me disse isso. Mas, de alguma forma, foi sim. Lá, eu não trabalhava, só fazia bicos pra ganhar um dinheirinho. Então, estava muito voltada para a arte: ia aos museus, às galerias. Participava também de ateliês de artes, de pintura, de gravura... Mas o engraçado é que só quando voltei para o Brasil, anos depois, que meu trabalho tomou uma forma própria. E a esta altura eu já estava com 30 e poucos anos. Então, acho que eu precisei dar todas estas voltas para poder fazer esta decisão.

Você sempre desenhou, e depois, já como artista, passou a trabalhar também com pintura e com gravura. Como é o seu trânsito entre técnicas? Como as características da sua poética se mantém em diferentes suportes?
É, eu também vejo o que você está falando. Tenho uma poética muito minha, e que vem apesar de mim mesma. Já fiz também instalações com luz neon, depois trabalhei muito tempo sobre papel, e depois com pintura. Então, vejo que, uma vez que você tem a sua poética, dá para você transitar bem. Mas, no meu caso, sempre tenho que me concentrar por um período em um determinado meio, porque um trabalho vai levando ao outro, e sinto que preciso estar meio impregnada daquele meio. Para mim, é o trabalho que me leva e conduz, não eu que conduzo o trabalho.

Sendo assim, você chega a traçar possíveis divisões em seu trabalho por fases, por períodos, por meios, ou não?
Até traço sim. Tem os primeiros desenhos, feitos com linhas horizontais, que chamo de "os minimalistas". Eles tinham uma espécie de regra do jogo: traçar linhas horizontais paralelas, sempre à mão, com todas as variações de pinceladas e de tinta. Depois, veio o período com desenhos sinuosos, que chamo de "matisseanos" - vindos depois de uma ruptura mesmo, em 1991. Tive uma crise com o trabalho, não sabia para onde ir, e cortei mesmo: comecei a fazer naturezas mortas, que funcionavam como se eu estivesse reaprendendo a desenhar. Passei meses e meses no ateliê desenhando qualquer coisa que estivesse na minha frente. Daí, isto foi dar em uma série de desenhos sinuosos, que depois ficaram grandões. Eu trabalhava no chão, subia em cima do papel e desenhava à minha volta. Estes desenhos, depois, também foram para a tela, ainda sinuosos, mas já com tinta a óleo, pintados com vassoura, ou seja, com pinceladas grandes. Em seguida, vieram as pinturas pretas, nas quais comecei a encher mais a tela, e alternar pinceladas de vassoura com passadas de rodo, que funcionava como espátula. Depois, eu queria mudar, e então, um dia, fiz uma pintura com tinta branca, igualzinha as que fazia com tinta preta, e achei que, sem mudar o modo de fazer em nada, tinha mudado tudo completamente. Então, comecei a fazer as brancas, já em 2004 ou 2005, por aí. E, agora, estou fazendo brancas e pretas, tanto faz. Mas elas estão mais simplificadas: a pincelada é maior ainda, mais larga, feita com uma vassoura de 60cm. Com uma pincelada, cubro meia tela. E isto simplifica, tem menos acontecimentos. Acho que minhas obras estão mais calmas.

Como é essa sua relação com as cores?
Acho que qualquer cor que não for branco ou preto vai tirar a força do gesto. Vai sobrar, vai atrapalhar.

Você fala que a ideia de marca, ou de percurso da pincelada, sempre foi muito importante para você, mas que, em um dado momento, suas obras deixaram de apresentar um tempo contínuo, um percurso que se poderia acompanhar sem interrupções. E, já que você falou que é o trabalho que a leva, e não você que o conduz, como você vê este tipo de mudança de "fases" nas suas obras? Há uma espécie de "pedido" do trabalho?
Nunca pensei numa resposta para isto. Mas acho que eu fui vendo, com o tempo, que meu trabalho é o gesto, mas não é gestual. Ele não precisa ter uma coisa contínua. O gesto pode estar em um movimento breve, ou na energia que ele tem. Então, eu acho que percebi que não precisava mais demonstrar todo o percurso do meu gesto. E aí começou a me interessar ver os restos que ficavam: de um movimento superposto, ficava aparecendo por baixo alguma coisa.

Você fala da importância do gesto, mas não de expressividade.
Meu trabalho sempre mostra muito o resultado de um gesto, mas não vem carregado de expressividade. É um gesto gesto. É preciso - embora eu use muito dos acidentes e dos acasos. Mas ele tem que ter precisão, até para se contrapor a estes acidentes que eu incorporo. Não é, por exemplo, como o de Iberê Camargo, que é um gesto expressivo. Inclusive, meu gesto, em geral, é lento. Às vezes, ele parece rápido, porque você vê o percurso, a tinta mostra o percurso. Mas ele é lento, sempre. Até há energia no gesto, mas é uma energia no sentido físico, e não no sentido expressivo.

Qual é a dificuldade - se é que existe alguma - de se ter um trabalho de característica mais sintética, mais mínima, como o seu? Existe um momento em que parece que as possibilidades vão se esgotar? Há como contornar isso?

Tem, o tempo inteiro. Muitas vezes fico pensando: "quero mexer, mudar um pouco o trabalho". Aí vou, mexo e, quando vejo, mudou só um pouquinho. Mas, ao mesmo tempo, mudou muito. Então, é difícil. Eu, volta e meia, acho que estou girando em círculos - e, de certa forma, meu trabalho gira, sim, mas em espiral. Ele volta aos mesmos pontos, só que de um jeito diferente. É incrível que eu não consigo sair muito daquilo. Isso, sei lá, sou eu. Meu trabalho é assim porque é. Mas preciso de muita concentração para fazê-lo, porque ele também acontece de uma forma muito rápida, então tenho que estar ali, inteira, no momento em que estou trabalhando. Faço um quadro em duas horas, ou até menos, e termino exausta. Porque, fora o esforço físico - que é grande porque meus quadros são grandes - há o esforço de concentração. Muitos pintores ficam fazendo uma mesma obra semanas e semanas, vão e voltam, não conseguem parar... Eu faço isto em duas horas. Então, fico exausta.

Esta carga física do trabalho foi algo que foi crescendo para você à medida que também as dimensões das obras foram crescendo?
Não, acho que a consciência disto é que foi aumentando.

E esta consciência fez que você buscasse mais formas de usar o corpo no trabalho?
Não, não fui atrás disto. Porque acho que, de qualquer jeito, ele já está lá. Talvez até nos meus desenhos ele estivesse mais presente. Quer dizer, agora, ele está mais sob a forma de esforço; nos desenhos, estava sob uma forma quase que de dança.

divulgação e Fundação Iberê Camargo
 
Fonte: . - 12/02/2007

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