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Artista : Alfredo Volpi
Algumas Obras do artista...

                             
 
   
 
 
 
                                   
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BIOGRAFIA
 
VOLPI, Alfredo
(1896, Lucca, Itália - 1988, São Paulo, SP)


Chegou ao Brasil em 1898, com a família. Nos anos de 1930, integrou o Grupo Santa Helena. Realizou sua obra avesso a correntes de época, de maneira isolada e tranqüila, tendo conquistado com isso, além de uma vasta fortuna crítica, lugar definitivo no panorama da arte brasileira moderna. Participou da Bienal de São Paulo (1951, 1953, 1955, 1957, 1961, 1979 e 1998) e da Bienal de Veneza (1952, 1954 e 1964). O poeta Theon Spanudis escreveu a seu respeito em 1956: "Eis, então, um pintor singular, que, sozinho, de um modo pessoal e único, realizou, não só todo o desenvolvimento do impressionismo e pós-impressionismo, como Mario Schenberg escrevia, em 1944, mas, de lá para cá, todo um desenvolvimento da pintura contemporânea, nas suas mais altas aspirações, de um modo absolutamente singular, autêntico, sincero." Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1957 e 1972. A partir daí, numerosas outras mostras foram apresentadas sobretudo no Rio de Janeiro e em São Paulo. Por ocasião da retrospectiva Volpi: 90 Anos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1986, Olívio Tavares de Araújo observou: "...Nunca viveu, pelo menos de forma perceptível, as dores que costumam acompanhar a luta pela criação; nesse sentido é a antítese perfeita de um Iberê Camargo ou de um Flavio-Shiró. A pintura é, para ele, o resultado de uma consumação artesanal, do correto cumprimento de uma tarefa autoproposta, sem auras nem ressaibos românticos: 'É uma questão de resolver. Não existe inspiração. A inspiração existe num poeta que de repente diz um verso.' Por isso mesmo, sempre que não resolveu alguma tela, lavou-a no tanque, exercendo sobre sua produção um rigoroso controle."

Referências: Pintores e pinturas (Martins, 1940), O sal da heresia: novos ensaios de literatura e arte (São Paulo: Departamento de Cultura, 1941) e Diário crítico (Martins/Edusp, 2. ed. 1981, v. 2 e 3), de Sergio Milliet; Profile of the new brazilian art (Kosmos, 1970), de P. M. Bardi; Volpi (Kosmos, 1975), textos de Theon Spanudis, organização de Ladi Biezus; De Anita ao museu (Perspectiva, 1976), de Paulo Mendes de Almeida; Pintura moderna brasileira (Record, 1978), de José Roberto Teixeira Leite; O Modernismo no Brasil (Sudameris, 1978), de P. M. Bardi; O Brasil por seus artistas (MEC, 1979) e Arte brasileira (Colorama, 1985), de Walmir Ayala; Era uma vez, três... (Berlendis & Vertecchia, Coleção Arte Para Criança, 1980), de Ana Maria Machado; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Volpi: a construção da catedral (1982, 2. ed. ampl. 1985), Novos horizontes: pintura mural nas cidades brasileiras (Banco Nacional, 1985), Dois estudos sobre Volpi (Funarte, 1986) e Pintura brasileira do século XX: trajetórias relevantes (4 Estações, 1998), de Olívio Tavares de Araújo; Reflexões sobre a arte (Ática, 2. edição, 1986), de Alfredo Bosi; Cinco mestres brasileiros: pintores construtivistas (Kosmos, 1977) e Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Abstracionismo geométrico e informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta (Funarte, 1987), de Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros; A arte no Brasil nas décadas de 1930-40: o Grupo Santa Helena (Nobel/Edusp, 1991), de Walter Zanini; Dacoleção: os caminhos da arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986) e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); A forma difícil (Ática, 1996), de Rodrigo Naves; Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III (Edusp, 1998), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes; Arte construtiva no Brasil: coleção Adolpho Leirner (DBA, 1998), coordenação editorial de Aracy Amaral; Pintura latinoamericana (Fundação Finambrás, 1999), textos de Aracy Amaral, Roberto Amigo e outros; O olho da consciência: juízos críticos e obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo Pedroso d'Horta, organização de Vera d'Horta; Coleção Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz; Volpi (Silvia Roesler/Campos Gerais, 2000), texto de Sônia Salzstein; Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; O olhar amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de Araújo; O olhar modernista de JK (MAB/FAAP, 2004), organização de Denise Mattar.


fonte : Bolsa de Arte do Rio de Janeiro
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Volpi, Alfredo (1896 - 1988)



Biografia

Alfredo Volpi (Lucca Itália 1896 - São Paulo SP 1988). Pintor. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mario Zanini (1907-1971) e Francisco Rebolo (1902-1980), entre outros. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se marinhas executadas em Itanhaém, São Paulo. No fim dos anos de 1930, mantém contato com o pintor Emídio de Souza (1868-ca.1949). Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir (1890-1959). Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti (1897-1976); em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros.



Atualizado em 10/11/2005
fonte : Itaú Cultural

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1894 Nasceu em Lucca, Itália.
Veio com a família ao Brasil, fixando-se em São Paulo.
Exerceu vários ofícios, inclusive o de decorador de interiores e pintor de paredes.

1914 Executa sua primeira obra.

1925 Inicia sua participação em mostras coletivas.

1927 Conhece Mário Zanini sobre quem exerceu grande influência.

1928 Forma o Grupo Santa Helena, onde trabalha ao lado de Bonadei e Rebollo. Conheceu Ernesto de Fiori, com quem vija à Europa e que iria influenciá-lo de maneira decisiva.

1938 Participa do Salão de Maio e da I Exposição da Família Artística Paulista, ambos em SP.

1939 Após visita a Itanhaém, inicia série de marinhas.

1940 Participa do VII Salão Paulista de Belas Artes .

1941 Participa do XLVII Salão Nacional de Belas - Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, em São Paulo.

1950 Faz sua primeira individual na cidade de São Paulo.

1953 - Ganha o prêmio da II Bienal Internacional de São Paulo, responsável pela sua maior visibilidade. Participa da XXVII Bienal de Veneza.

1956/57 Participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta.

1957 - tem sua primeira retrospectiva, no Museu de Arte Moderna - Rio de Janeiro. 1975 Retrospectiva no MAM - São Paulo.

1976 Retrospectiva no Museu de Arte Contemporânea - Campinas.

1980 Exposição retrospectiva Volpi/As Pequenas Grandes Obras/ Três Décadas de Pintura na galeria A Ponte, em São Paulo,

1984 Participa da mostra Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, da Fundação Bienal. Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP faz a exposição Volpi 90 Anos.

1988 Morre em São Paulo.

1993 A Pinacoteca do Estado de São Paulo expõe " Volpi - projetos e estudos em retrospectiva - décadas de 40-70 ".
 
Fonte: Bolsa de Arte do Rio de Janeiro - 27/06/2007

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