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Artista : Arthur Luiz Piza - Arthur Piza - Artur Piza
Algumas Obras do artista...

                       
 
 
 
 
                             
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BIOGRAFIA
 
Nasceu em 1928 em São Paulo
Vive e trabalha em Paris, França

Arthur Luiz Piza nasceu em São Paulo, onde teve seu primeiro contato com as artes. Nos anos 40, estudou pintura e afresco com Antonio Gomide. Os estudos de gravura se deram com Friedlaender, em Paris, a partir de 1953. Dedicou-se logo depois à aquarela e à colagem. Participou diversas vezes da Bienal de São Paulo com várias premiações.
Na França, participou do Salão de Maio (1953, 1956, 1958 e 1965) e da Bienal de Paris. Entre 1951 e 1963, participou das Bienais de São Paulo; em 1959, da Documenta de Kassel Entre 1951 e 1963, participou das Bienais de São Paulo; em 1959, da Documenta de Kassel Marcou presença na Bienal de Veneza em 1966. Foram numerosas suas participações em salões e coletivas de âmbito nacional e internacional, bem como suas exposições individuais pelo mundo: Nova York, Paris etc.
No livro A criação plástica em questão, declarou o artista: "Gravar para mim é rasgar, cortar, desarraigar uma superfície que resiste. E quanto mais resiste, mais decisiva será a marca deixada. Mais tarde, na tiragem da prova, este ato de cavar resulta em relevo, o qual receberá o papel. Todo o instrumento convém a esta agressão: buril, goiva, prego, martelo... Minha experiência pessoal dá preferência a toda sorte de goivas manejadas a martelo. Cada golpe de goiva é definitivo como o som de um instrumento."
Entre dezembro de 1998 e janeiro de 1999, expôs no Instituto Moreira Salles, São Paulo; em 2002, a Pinacoteca do Estado organizou uma importante retrospectiva e a editora Cosac Naify lançou um catálogo de seus relevos desde 1958 e expôs na Márcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte, Rio de Janeiro. Em outubro de 2008 realiza uma exposição individual no Gabinete.
O Gabinete de Arte Raquel Arnaud representa o artista desde 1973.


Exposições Individuais:

2008

Meu Tatu. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.


2006
Tramas. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Banco Real, ABN AMRO, São Paulo, Brasil.
Centro Cultural Instituto Moreira Salles, Belo Horizonte, Brasil.
Centro Cultural Instituto Moreira Salles, Poços de Caldas, Brasil.


2005
Instituto Moreira Salles, São Paulo, Brasil.
Galeria Jeanne Bucher, Paris, França.
Galeria 111, Lisboa, Portugal.


2004
Museu Murilo Castro, Belo Horizonte, Brasil.
Galeria Gestual, Porto Alegre, Brasil.
Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro, Brasil.


2002
Leveza e Matéria. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Relevos 1958/2002. Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil.
Centro Cultural Calouste Gulbenkian, Paris, França.
Atelier Georges Leblanc, Paris, França.

2001
Galeria Annie Lagier, Isle sur Sorgue, França.

2000
Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro, Brasil.
Galeria Glemminge, Glemmingebro, Suécia.

1999
Instituto Moreira Salles, Belo Horizonte, Brasil.
Galeria 111, Porto, Portugal.
Galeria Jeanne Bucher, Paris, França.
Instituto Moreira Salles, Poços de Caldas, Brasil.

1998
Instituto de Cultura Puertorriqueña, Sala Mayor, Convento de los Dominicanos, San Juan, EUA.
Centro Cultural Lezard, Colmar, França.
Instituto Moreira Salles, São Paulo, Brasil.
Galeria 111, Lisboa, Portugal.

1997
Museu Baron Gérard, Bayeux, França.
Galeria des Lumières, Nanterre, França.

1996
Galeria Annie Lagier, Isle sur Sorgue, França.
Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Galeria Synthèse, Bruxelas, Bélgica.
Galeria La Hune, Paris, França.

1995
Maison de lAmérique Latine, Paris, França.
Artcurial, Paris, França.
Galeria Donath, Troisdorf, Alemanha.

1994
Museu da Gravura, Curitiba, Brasil.
Instituto Moreira Salles, Poços de Caldas, Brasil.
Galeria Mikimoto, Tóquio, Japão.
Galeria Annie Lagier, Isle sur Sorgue, França.
Galeria Braun, Wuppertal, Alemanha.

1993
Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil.
Penta di Casinca, Corsa, França.
Feira de Arte, Seul, Coréia.
Galeria Hélios, Calais, França.

1992
Galeria Matarasso, Nice, França.
Centro de gravura contemporânea, La Coruña, Espanha.
Galeria Yon, Seul, Coréia.

1991
Palácio da Abolição, Fortaleza, Brasil.
Galeria La Hune, Paris, França.
Artcurial, Paris, França.

1990
Fundação Carcan, Bruxelas, Bélgica.
Galeria Pinax, Skelleftea, Suécia.
Museu de Arte e de História, Chambéry, França.

1989
Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Galeria Tina Zappoli, Porto Alegre, Brasil.
Gesto Gráfico, Belo Horizonte, Brasil.
Galeria Banco Itaú, Ribeirão Preto, Brasil.
Galeria Tríade, Rio de Janeiro, Brasil.
Galeria Annie Lagier, Isle sur Sorgue, França.

1988
Galeria La Hune, Paris, França.
Galeria Mikimoto, Tóquio, Japão.

1987
Galeria Djelall, Isle sur Sorgue, França.
Galeria Aeblegaarden, Copenhague, Dinamarca.

1986
Gravura Brasileira, Rio de Janeiro, Brasil.
Galeria 111, Lisboa, Portugal.
Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil.
Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Galeria La Hune, Paris, França.

1985
Artothèque de Montpellier, França.

1984
Galeria Aeblegaarden, Copenhagen, Dinamarca.
Galeria Mikimoto, Tóquio, Japão.
La Galeria, Quito, Equador.
Galeria La Hune, Paris, França.

1983
Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Gravura Brasileira, Rio de Janeiro, Brasil.

1981
Galeria Bellechasse, Paris, França.
Galeria La Hune, Paris, França.
Museu de Arte de São Paulo, São Paulo, Brasil.
Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Galeria Bacou, Tóquio, Japão.
Gravura Brasileira, Rio de Janeiro, Brasil.

1980
Galeria Madoura, Vallauris, França.

1979
Galeria Heimeshoff, Essen, Alemanha.
Centro de Ação Cultural de Montbéliard, França.
Galeria La Hune, Paris, França.

1978
Galeria Glemminge, Glemmingebro, Suécia.

1977
Galeria Shindler, Berna, Suíça.
Galeria Arte Global, São Paulo, Brasil.
Galeria Mestre Mateo, La Coruña, Espanha.

1976
Galeria Det Lille, Bergen, Noruega.
Galeria MArte, Milão, Itália.
Galeria Lochte, Hambourg, Alemanha.
Galeria La Hune, Paris, França.
Galeria Mebius, Goteborg, Suécia.
Galeria Panarame, Wiesbaden, Alemanha.

1975
Galeria La Taille Douce, Bruxelas, Bélgica.

1974
Galeria Suzanne Egloff, Bâle, Suíça.
Galeria Schmucking, Dortmund, Alemanha.
Petite Galerie, São Paulo, Brasil.
Petite Galerie, Rio de Janeiro, Brasil.

1973
Galeria Schindler, Berna, Suíça.
Galeria Turuvani, Neuveville, Suíça.

1972
Galeria Heimeshoff, Essen, Alemanha.
Museu de Arte de São Paulo, Brasil.

1971
Galeria Leandro, Genebra, Suíça.

1970
Galeria Paul Bruck, Luxemburgo.
Novo Art, Goteborg, Suécia.

1969
Galeria Taille Douce, Bruxelas, Bélgica.
Galeria du Fleuve, Bordeaux, França.
Galeria Harmonies, Grenoble, França.
Galeria La Hune, Paris, França.

1968
Galeria Gabriel, Mannheim, Alemanha.
Galeria Cosme Velho, São Paulo, Brasil.

1967
Galeria Bonino, Rio de Janeiro, Brasil.

1966
Galeria Horne, Luxemburgo.

1965
Galeria La Hune, Paris, França.

1964
Galeria de Artes Gráficas, Nova York, EUA.

1963
Galeria Schmucking, Braunschweig, Alemanha.
Galeria La Hune, Paris, França.

1962
Galeria Mala, Ljubljana, Iugoslávia.
Frankfurt Kunstkabinnet, Frankfurt, Alemanha.

1961
Galeria La Hune, Paris, França.

1960
Grafisches Kabinett Weber, Dusseldorf, Alemanha.

1959
Galeria La Hune, Paris, França.
Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil.

1958
Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil.





Exposições Coletivas:

2010

Grandes formatos, grandes artistas. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.

2009

Edições Limitadas de Mondrian e Piza. Gabinete de Arte Raquel Arnaud. São Paulo, Brasil.

2007
Entre Deux Lumières - Des artistes brésiliens en France. Embaixada do Brasil, Paris, França.
Olhar Seletivo. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.

2005
5ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil.
Experiências na Fronteira. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Arte em Metrópolis. Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil.

2004
Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea. Espaço Cultural CPFL, Campinas, Brasil.
Modernidade Transitiva. Museu de Arte Contemporânea, Niterói, Brasil.
Gabinete de Papel. Centro Cultural São Paulo, Brasil.
São Paulo SP - Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM. Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil.

2003
Arco/2003, no Parque Ferial Juan Carlos I, Madri, Espanha.
Humanidades. Galeria Tina Zappoli, Porto Alegre, Brasil.
Projeto Brasilianart. Almacén Galeria de Arte, Rio de Janeiro, Brasil.
Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa. Conjunto Cultural da Caixa, Rio de Janeiro, Brasil.
A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira. Espaço Virgílio, São Paulo, Brasil.
Arco 2003. Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo, Brasil.
Coleção Lauro Eduardo Soutello Alves no Acervo do MAM. Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil.
MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas. Museu de Arte Contenmporânea, USP, São Paulo, Brasil.

2002
Le Signe et le Marge. Museu de Arte Moderna Richard Anacréon, Granville, França.

2001
Salão de Maio, Paris, França.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

2000
Bienal de Sarcelles, França.
Bienal de Porto Rico, San Juan, Porto Rico.
Salão de Maio, Paris, França.

1999
Trienal Internacional de Gravura da Noruega. Friedrikstads, Noruega.
Bienal de Sarcelles, França.
Salão de Maio, Paris, França.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

1997
Mostra Internacional de Artes Gráficas. Museu de Arte da Cidade de Sakaide, Kagawa, Japão.
Salão de Maio, Paris, França.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

1996
1a Bienal Internacional de Obras sobre Papel. Tolentino, Itália.
Salão de Maio, Paris, França.

1995
Salão "Realités nouvelles", Paris, França.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.
Trienal Internacional de Gravura da Noruega, Friedrikstads, Noruega.

1994
Salão de Maio, Paris, França.

1993
Trienal das Américas, Maubeuge, França.
Peintres-graveurs français. Orangerie du Luxembourg, Paris, França.
Grupo Roularta. Centro de Pesquisa, Zellik, Bélgica.
A Arte da Gravura. Castelo de Reviers, França.
Salão de Maio, Paris, França.

1992
Arte da América latina - 1911-1992. Centro Georges Pompidou, Paris, França.
Trienal Internacional de Gravura da Noruega, Friedrikstads, Noruega.
Bienal de Porto Rico. San Juan, Porto Rico.
Salão "Réalités nouvelles" (também de 1960 a 1974), Paris, França.
Salão de Maio, Paris, França.

1991
5ª Bienal de Gravuras Contemporâneas, França.
Salão de Maio, Paris, França.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

1990
Mostra Internacional de Artes Gráficas, Freshen, Alemanha.
Bienal de Sarcelles.
Bienal de Porto Rico, San Juan, Porto Rico.
Bienal Internacional de Gráfica, Vico Arte, Vico, Itália.
Arte Latino-americana, Alemanha.
Salão de Maio, Paris, França.

1989
Homenagem a Piza. Bienal de Niort, França.
Landskrona Konsthall, Suécia.
Salão de Maio, Paris, França.
Trienal Internacional de Gravura da Noruega, Friedrikstads, Noruega.

1988
Visões Latinas, União Latina, Lisboa, Portugal.
Salão de Maio, Paris, França.
Bienal de Porto Rico, Porto Rico, EUA.

1987
Por uma outra gravura. Petit Théâtre, Asnières, França.
Panorama da Escola Francesa Contemporânea, Tel-Aviv, Israel.

1986
América latina. Instituto Ítalo-latino-americano, Roma, Itália.
2ª Bienal de Havana, Cuba.
Bienal de Porto Rico, Porto Rico, EUA.
Por uma outra gravura. Centro Cultural de Compiègne et Centro Cultural de Noyon, França.
Peintre-graveurs français. Biblioteca Nacional, Paris, França (desde1982).
Salão de Maio, Paris, França.

1985
Trienal de Grenchen, Suíça (desde 1958).
Première exposition européenne de création. Grand Palais, Paris, França.
Salão de Maio, Paris, França.

1984
1ª Bienal de Havana, Cuba.
Bienal de Porto Rico, Porto Rico, EUA.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

1983
100 Artistas da América Latina. Centro Cultural de Compiègne et Casa da Cultura de Amiens, França.
A América Latina. Grand Palais, Paris, França.
A América Latina. Centro Cultural P. Payle, Besançon, França.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

1982
Manufatura de Sèvres. Museu Nacional, Stockolm, Suécia.
Manufatura de Sèvres. Museu de Arte Industrial, Oslo, Noruega.
Arte Internacional de Kyoto, Japão.
Bienal de Porto Rico, Porto Rico, EUA.

1981
2ª Bienal da Gravura Européia, Alemanha.
Salão de Maio, Paris, França.
Exposição Internacional de Gravura. Ljubljana, Iugoslávia.
Jovem Gravura Contemporânea, Antony, França.

1980
Os Ofícios da Arte. Museu de Artes Decorativas, Paris, França.
2ème Bienal Ibero-americana, Cidade do México, México.
Salão de Maio, Paris, França.
Trienal Internacional de Gravura da Noruega, Friedrikstads, Noruega.

1979
A Gravura Hoje. Biblioteca Nacional, Paris, França.
Exposição Internacional de Gravura, Ljubljana, Iugoslávia.

1978
Exposição Internacional de Desenho. Rijeka, Iugoslávia.
Festival Internacional de Desenho. Christchurch, Nova Zelândia
Trienal Internacional de Gravura da Noruega. Friedrikstads, Noruega.

1976
Cerâmicas Francesas. Museu de Arte Moderna, Seul, Coréia.
Cerâmicas Francesas. Museu de lErmitage, Leningrado, URSS.
Trienal Internacional de Gravura da Noruega, Friedrikstads, Noruega.

1975
Salão de Maio, Paris, França.
Exposição Internacional de Gravura. Ljubljana, Iugoslávia.

1974
Bienal de Cracóvia, Polônia.
Escola de Belas Artes, Angers, França.
Manufatura de Sèvres. Palais du Congrès, Marselha, França.
Manufatura de Sèvres. Museu Amos Andersons, Helsinski, Finlândia.
Salão de Maio, Paris, França.

1972
Bienal de Cracóvia, Polônia.
Salão de Maio, Paris, França.
Trienal Internacional de Gravura da Noruega, Friedrikstads, Noruega.

1971
Graphik der Welt. Nuremberg, Alemanha.
Salão de Maio, Paris, França.

1970
Itinerários Brancos. Museu de Arte, Saint Etienne, França.
Bienal de Cracóvia, Polônia.
Bienal de Menton, França.

1969
Exposição Internacional de Gravura. Ljubljana, Iugoslávia.

1968
Art Vivant. Fondation Maeght, Saint Paul de Vence, França.
Bienal de Menton, França.
Salão de Maio, Paris, França.
Bienal de Cracóvia, Polônia.

1967
Exposição Internacional de Gravura de Vancouver, Canadá.
Exposição Internacional de Gravura, Ljubljana, Iugoslávia.

1966
Bienal de Cracóvia, Polônia.
Bienal de Veneza, Itália.

1964
Cinqüenta anos de colagem. Museu de Artes Decorativas, Saint Etienne, França.
Cinqüenta anos de colagem. Museu de Artes Decorativas, Paris, França.

1963
Bienal de Paris, França.
Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil.
Museu Kristianstads, Suécia.

1962
Ecole de Paris. Galeria Charpentier, Paris, França.

1961
Bienal de Paris, França.
O Relevo. Galeria do XXème Siècle, Paris, França.
Stedeljkmuseum, Amsterdam, Holanda.

1960
Artistas Brasileiros. Museu Bezalel, Jerusalém, Israel.

1959
Documenta, Kassel, Alemanha.
Bienal de São Paulo, Brasil.
Exposição Internacional de Gravura. Ljubljana, Iugoslávia

1957
Salão de Maio, Paris, França.
Bienal de São Paulo, Brasil.
Exposição Internacional de Gravura. Ljubljana, Iugoslávia.

1955
Bienal de São Paulo, Brasil.

1953
Bienal de São Paulo, Brasil.

1951
Bienal de São Paulo, Brasil.





Prêmios:


1994
Grande prêmio da crítica, São Paulo, Brasil.
1990
Prêmio de gravura, Bienal de Porto Rico, EUA.
1980
Prêmio do júri, Bienal da gravura, Noruega.
Prêmio de gravura, 2a Bienal Ibero-americana, México.
1978
Prêmio de aquisição em Curitiba, Brasil.
1970
Prêmio de gravura, Bienal de S. Juan de Porto Rico.
Medalha de Ouro na 2ª Bienal de Gravura, Florença, Itália.
Menção Especial para o Livro de Arte, Feira do Livro, Nice.
Prêmio de gravura na 3ª Bienal de Cracóvia.
1966
Prêmio de gravura em Havana, Cuba.
Prêmio de gravura em Santiago Chile.
Prêmio David Bright na Bienal de Veneza, Itália.
1965
Prêmio de gravura na 4ª Exposição Internacional de Ljubljana, Iugoslávia.
1961
Prêmio de gravura na 2ª Trienal de Grenchen.
1959
Grande Prêmio Nacional de Gravura, 5ª Bienal de São Paulo, Brasil.
1953
Prêmio de aquisição, 2ª Bienal de São Paulo, Brasil.





Obras em Espaços Públicos:


Biblioteca Nacional, Paris, França.
Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma, Itália.
Instituto de Arte de Chicago, EUA.
Museu Albertine (graphische sammlung).
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Brasil.
Museu de Arte de Lodz, Polônia.
Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris , França.
Museu de Arte Moderna de Belgrado.
Museu de Arte Moderna de Nova York, EUA.
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro , Brasil.
Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil.
Museu de Arte Moderna de St. Etienne, França.
Museu de Arte Moderna, Centro Georges Pompidou, Paris, França.
Museu de Portland,Oregon, EUA.
Museu de Saarland, Alemanha.
Museu do Homem, Sarrebruck.
Museu Guggenheim, Nova York, EUA.
Pinacoteca do Estado, São Paulo, Brasil.
Victoria and Albert Museum, Londres, Inglaterra.
Rua Artur de Azevedo, 401 São Paulo - SP - Brasil - CEP 05404-010 - tel +5511 3083-6322


TEXTOS

As atribulações da partícula

A obra de Arthur Piza, íntima e discreta, tem reivindicado ao longo de sua trajetória de mais de 40 anos uma atenção inversa às exigências que hoje os processos visuais dispõem e impõem a todos, sem exceção. O mundo se exibe cada vez mais em escala panorâmica, enquanto o trabalho do artista insiste serenamente numa apreensão quase microscópica, nem por isso desatenta aos andamentos contemporâneos. É o que temos visto ultimamente. A poética moderna, que é a de Piza, exige uma convicção que não se abandona de uma hora para outra e que para ele é a dinâmica única do relevo, que tem explorado sistematicamente. Um problema aparentemente simples e que Piza demonstra inesgotável. Assim como o processo da vida que, para quem a vê no microscópio, também é inesgotável e imprevisível; embora o cientista aí procure encontrar certas constantes. Tal como Piza.
A dinâmica do relevo tem uma origem: o desprendimento da primeira partícula. Esse afloramento inicial tem algo do despertar da imobilidade da matéria, o momento em que uma unidade autônoma se confronta com a uniformidade indistinta do plano. Surge um eu. Livre, móvel, incerto, estabelece a oposição entre o todo estático e a unidade dinâmica. Se essa questão o aproxima da arte cinética tanto historicamente quanto processualmente, é preciso fazer uma distinção: o movimento da obra é lento, vagaroso, cumulativo; se dá no tempo, não no espaço. Se transformássemos cada trabalho num fotograma, teríamos uma seqüência cinematográfica perfeitamente estruturada; a narrativa visual das atribulações do personagem partícula, que tem início numa resistência ao movimento e evolui até a plena mobilidade nos trabalhos atuais: o Bildungsroman da partícula Piza.
Nessa dinâmica interna do relevo, na escala da intimidade e da proximidade em que se situa, creio, podemos encontrar um paralelismo entre as tensões de dois grandes artistas: Fontana e Calder. A ruptura do plano de Fontana e a liberdade plena das partículas de Calder. Aí, no ponto intermédio dessas tensões, situa-se o espaço do relevo de Piza. Nele as partículas não se liberam totalmente, não se movem como as de Calder, dão um primeiro passo e, tal como o ato do corte de Fontana, o repetem, diferentemente.
De início o plano é indistinto da matéria. Ambos se confundem. Não é um plano absolutamente abstrato e evoca não uma matéria qualquer, mas sim a matéria primordial, esta que é para a matéria assim como o plano é para a abstração. Árida, seca, dura, crosta indefinida, terra ainda estéril, anterior à vida. Então, o movimento primeiro de fratura do plano não é de ordem abstrata, mas orgânica. Ele tem início com um craquelé, algumas mínimas fissuras, pouco mais que rachaduras e nada mais, que parecem surgir de um tempo fossilizado, vagaroso, quase inerte: a discreta erupção da superfície; o primeiro, lento e difícil rompimento da tensão planar. Ao mesmo tempo em que essa fissura estabelece o rompimento com o plano, ela também define a dimensão e o comportamento primeiro das partículas. Nenhuma delas escapa de início a um comportamento primitivo, gregário, grupal, exemplos de uma regularidade pré-histórica. Ainda está longe o momento da individuação. Cada partícula é parte da totalidade, a qual dá coesão e estrutura. Quando as partículas se movimentam, a direção e a trajetória são dadas pelo conjunto. Não há errância e autonomia. A tensão planar ainda domina as individualidades, e seu movimento natural é harmônico. Inicialmente nem a cor as distingue, possuem as mesmas cores terrosas do plano, traço de um fenômeno primitivo microgeológico ou da vida no nível celular.
É provável que Piza tenha explorado todos os comportamentos possíveis desse pequeno elemento no seu espaço íntimo e frágil. Do conjunto coeso de partículas ao elemento pinçado e recortado da superfície, da unidade definida pelas placas quadradas de metal aos retângulos, losangos e quadrados coloridos, do movimento orquestrado em conjunto que ora se expande ora se concentra, ora é indício de agregação ora de desagregação, do contraste entre a figura da partícula e o fundo, tanto superfície quanto matéria; tela, papel, sisal, aramado, da monocromia - talvez melhor dizer acromia - inicial ao quase neoplasticismo dos últimos relevos. E tudo indica que ainda não se esgotou, que novas possibilidades ainda estão por vir.
Não é estranho, portanto, que o relevo busque experimentar a tridimensionalidade. Esse é um fenômeno recorrente desde o cubismo e, na arte brasileira, provocou resultados singulares. Quando Lygia Clark denominou suas esculturas articuladas de Bichos, não especificou o animal. Simplesmente usou o termo genérico e mais abstrato. Não é o caso do trabalho de Piza. O bicho é o tatu. Creio não poderia haver animal mais apropriado. Só ele e não outro poderia metaforizar a dinâmica do relevo de Piza. A carapaça em escamas do animal, articulada, elástica e flexível, toda ela composta de pequenas placas, unidades que formam uma totalidade móvel e veloz; metálica, como são certos relevos de Piza. Animal que vive na terra, entocado, que pouco dela se distingue na sua cor monocromática, de aparência tão orgânica quanto mecânica, que é praticamente um relevo ambulante. O tatu, enfim, um animal dos mais solitários e de uma autonomia única, a unidade orgânica viva, incerta como a vida.
Afinal, chamando de Tatu este trabalho tridimensional, Piza não fez mais do que reafirmar a experiência fundamental de sua obra; o relevo agora se destaca do chão. Pois não é o tatu a partícula viva que habita o plano primordial que é a Terra?

Paulo Venancio Filho



O nome tatu surgiu meio sem explicação, uma espécie de evidência, porque na forma do bicho se faz o um em cima do outro, o entre um e outro, o um sobre outro. O "meu tatu" é no fundo a síntese de um todo, ao mesmo tempo caminho e resultado de encontros, reencontros, arranjos, desarranjos, é uma obsessão, a necessidade da ocupação do espaço.

Nas tramas, as formas se escondem e porque estão escondidas criam como uma excitação, a vontade de descobrir o que se esconde. Elas se ajeitam no espaço, quase que sozinhas, vão para o muro e acabam existindo nele. Mas tanto no "tatu" como nas tramas se integra a velha história do ser e do não ser, do que já foi, do que está sendo, do que eu gostaria que tivesse sido, das formas que integrei e expulsei na esquina do que foi e do que pode vir a ser.



Tramas relevantes



Há muito que Arthur Luiz Piza vem adestrando meios, técnicas e materiais - eruditos ou triviais, clássicos ou banais, nobres ou vulgares - para um convívio atualizado. Já vimos, em suas obras, o desempenho pontual de capachos, alfinetes, areia, cera, prata, porcelana; o rendimento otimizado das gravuras, aquarelas, pinturas, colagens, relevos; especialmente, a promiscuidade e a subversão de tudo isso. Desta feita, não é diferente: o artista escalou as telas de arame industrial que quadriculam o horizonte das grandes cidades para coadjuvar com os já famosos entes geométricos que há décadas freqüentam suas obras.

Agora, os pequenos seres coloridos prosseguem acolhidos em ninhos metálicos promovidos por dobras e/ou por superposições do tecido industrial. Tais abrigos volumosos vão alojar igualmente, et pour cause, um sem-número de efeitos paradoxais - o empilhamento das camadas alternadas entre os seus componentes determina leituras ambíguas sobre antiqüíssimas questões ainda indecifráveis.

Os emaranhados aferidos em aço inoxidável, muito brilhantes, respondem especialmente à luz sem vetar um desempenho ótico equivalente a seus ocupantes coloridos. Lembram nebulosas: claríssimas e translúcidas, as tramas prateadas estabelecem uma bruma cintilante, quase uniforme, que realça as presenças mais densas dos itens arrumados em seu interior, não desmerecendo seus matizes: são aliados nas muitas efemérides produzidas pelo objeto.

Os embrulhos galvanizados em tonalidades mais fechadas e igualmente habitados pela mesma espécie de criaturas geométricas vão contabilizar uma sorte semelhante de curiosos distúrbios visuais. A rede escura, mais atuante que as prateadas, vai acionar um intenso contraste entre os timbres cromáticos entoados pelos dois componentes. Continuam valendo as alegações sobre cooperação entre eles. Novamente não temos como decidir entre as gaiolas e seus ocupantes. As aparições destas obras oscilam segundo as variações de luz e observação, prenhas de configurações e considerações; confundem-nos com a simultaneidade de critérios comportados. Porém, ainda que as leituras norteadas pelo antigo esquema "figura e fundo", à primeira vista, pareçam obsoletas na avaliação destes trabalhos, a conhecida liberdade dos objetos de Arthur Luiz Piza permite, exige mesmo, que se lide inclusive com o velho tema. No mais, temos de reconhecer: as plaquetas são as eternas divas do artista, são sempre as hostess de suas jam sessions plásticas. Impossível delegar a superioridade definitiva de um ou de outro elemento da composição - recortes ou aramados - indelicadeza não permitida pelas anfitriãs.

As tramas de ALP não só aceitam descrições explicativas como instigam uma conversa a partir do puro deleite como modo de especulação crítica. O artista fala das aflições pessoais que impulsionaram as tramas, numa redução esclarecedora e mesmo extensível à totalidade de sua produção: A minha obsessão é o arrumar e o desarrumar. Na trama tento criar com o acúmulo de arames um campo propício ao arrumar de minhas formas, às vezes sobre, às vezes entre profundidades diferentes, arrumando e desarrumando-as nesse espaço, como a procura do escondido. Uma maneira de captar, segurar, prender as formas livres que assim guardadas ou escondidas deveriam manter a tensão que é a delas.

Já os desenhos reunidos sob um único título - série desenho tramas - e distinguidos apenas pela numeração seqüencial que os precedem trazem os polígonos aquarelados e distribuídos sobre uma trama ritmada por arabescos de fios negros. Crispadas, as figuras geométricas arrancam em nossa direção, furam o espaço bidimensional, desquitam-se da nebulosa de hieróglifos. Estes desenhos-relevos insinuam-se intimistas, sugerem-se singelos, como que "performados" de modo distraído, "informal", por assim dizer. Numa segunda visada, no entanto, passam a vibrar numa clave cubista, talvez, ou "formalista", já foi falado. E, num momento seguinte são capazes de revelar uma terceira índole poética, um comportamento anarquista, por excelência. De fato, são objetos híbridos; sinalizam a ordem da desordem e a desordem da ordem, e de tudo o mais que possa emanar uma qualidade humana.

Provando que tamanho não é documento, os trabalhos de Arthur Luiz Piza apontam a complexa relação entre escala e dimensão estética, manobrando capciosamente seu léxico entre sofisticação e despojamento: ornamentação gestual em nanquim, sua cobertura uniforme e ritmada, e os matizes aquarelados das partículas geométricas sutilmente irregulares e apenas semicoladas. A singularidade ostentada pelo artista é sabidamente escoltada por uma sistemática contravenção, sempre discreta, das principais diretrizes artísticas ou teóricas do século passado. Estas obras diminutas dão conta, no entanto, do resumo dos procedimentos libertadores, dos artigos que, há décadas, se encarregam da manutenção do trabalho de Arthur Luiz Piza: Fato é que, pensando bem, as aquarelas são uma importante síntese do meu trabalho, algo que me faz repensar tudo o que fiz até agora. (1)

Contaminando o endereço com um frescor mais apropriado aos empreendimentos juvenis, afiançado pelas certezas colecionadas ao longo dos anos, o artista exibe o resultado amadurecido de uma elaboração sintática conduzida por um misto de rebeldia e disciplina. Talvez, o maior legado da modernidade. Enfim, trata-se de uma rara oportunidade de se testemunhar uma poética especialmente audaciosa; a coragem de vir a público de modo tão econômico em meio à extravagância da produção cornucópica destes nossos tempos é de uma ousadia absurda. Suas obras chamam para um tête-à-tête, ao contrário da convocação desesperada da escala contemporânea: quem vai gritar mais alto que o resto do mundo?





Christina Bach
(1) Entrevista concedida a Antonio Fernando de Franceschi, em Paris em 1998, para o catálogo da exibição Piza: trabalhos recentes no circuito brasileiro do Instituto Moreira Salles, em 1999.



fonte : Raquel Arnaud em Dez/2010
 
Fonte: Catalogo das Artes - 05/06/2007

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