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Artista : Arsênio Cintra da Silva
 
   
 
   
 
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BIOGRAFIA
 
Arsênio Cintra da Silva
1833-1883



Introdutor de novidades

Nascido em Recife (PE) e falecido na Bahia. Tendo efetuado seu aprendizado artístico em Roma e em Paris, dessa última cidade iria trazer, quando do seu retorno definitivo, em 1861, duas importantes novidades:

a técnica do guache, que lhe coube introduzir ou pelo menos difundir no Brasil;

a temática orientalista - cenas de árabes e caravanas executadas no Norte da África -, da qual foi certamente o pioneiro entre nós.

Fixando-se no Rio de Janeiro logo após seu regresso, desenvolveu, a princípio, nessa cidade, brilhante carreira, inclusive participando com êxito das Exposições Gerais de Belas Artes (medalha de prata em 1864).

Os cães ladram e a
caravana pára

Mas aqui também intervieram os invejosos, como explica Gonzaga Duque em Arte brasileira:

«Chegando ao Rio de Janeiro, conquistou imediatamente uma reputação artística, vendeu à sociedade elegante daquele tempo quase todos os guaches que pintara, criou uma turba de admiradores e amigos, fez enfim, um pequeno sucesso.

«Mas, como devia esperar, os invejosos ergueram-se do pesado silêncio da sua própria inutilidade e fizeram fogo vivo contra ele.

«Faltou-lhe resolução para enfrentar com os adversários. E, humilhado, desiludido, rolando de desengano em desengano, procurou no esquecimento de seu nome o lenitivo para suas dores.

A desilusão, o abandono
e a morte

«Daí resultou-lhe uma moléstia lenta e devastadora, uma espécie de spleen, o tédio da vida, que veio arrancar-lhe pelos lábios o último calor das entranhas, no momento em que ele tudo esquecera: seus amigos, suas aspirações, e até a arte!»

Desse artista de temperamento romântico e doentio, dotado de técnica correta, possui o Museu Nacional de Belas-Artes uma paisagem de 1860, Arredores de Paris, na qual o harmônico colorido mal esconde a melancolia da inspiração.

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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Nasceu em Pernambuco em 29 de abril de 1833 e faleceu na Itália no dia 11 de fevereiro de 1883. Estudou em Roma onde, com talento e aplicação, adquiriu posição de destaque entre os condiscípulos. Aí se demorou três anos, tendo retornado a Recife, sua cidade natal, por ter falecido seu pai.

Tempos depois, conseguiu voltar à Europa, instalando-se em Paris. Durante sua permanência nessa cidade, aprendeu o segredo de pintar guaches, gênero então inteiramente desconhecido no Brasil, do qual fizera a sua especialidade.

Terminados os estudos em 1860, no ano seguinte veio definitivamente para o Rio de Janeiro, onde se estabeleceu. Fez discípulos, dentre os quais foi Insley Pacheco o mais notável, que se tornara dedicado amigo do mestre, a quem muito auxiliou nas dificuldades em que aqui se encontrara.

Nos seus guaches - diz um crítico - é difícil separar a garridice [elegância] do toque, a quentura da cor, da ligeira habilidade do traço, da elegância e fidelidade do desenho.

Aquelas pitorescas cenas orientais, aquelas longas caravanas árabes, percorrendo o deserto ao pôr do sol, as paisagens espetaculosas daquela cor com que, diante da nossa fantasia, tudo tem o aspecto grandioso pela cor do céu, pelo caráter da vegetação, pela forma caprichosa dos edifícios, foram tratados por Arsênio com uma nota poética e terna, que é a sua nota pessoal.


Fonte : Pitoresco
 
25/02/2007

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