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Artista : Joaquim L. de Barros Cabral
 
   
 
   
 
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BIOGRAFIA
 
Joaquim Lopes de Barros Cabral
1816-1863
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De arquiteto a pintor

Nascido e falecido no Rio de Janeiro. Integrou a primeira turma da Academia Imperial de Belas Artes, matriculando-se em 1826 na aula de Pintura de Debret e na de Arquitetura de Grandjean de Montigny.

Na mostra organizada por Debret em 1829, reunindo trabalhos de mestres e de alunos, compareceu com 10 cópias de esboços arquitetônicos de Grandjean; na do ano seguinte expôs mais de 20 cópias, além de duas pinturas.

Estreando na Exposição Geral de Belas Artes de 1842 com Naufrágio da Medusa (paráfrase ou cópia do célebre quadro de Gericault, exposto em Paris em 1819 e marco do Romantismo desde então), mostrou, na de 1844, Andrômeda.

Barros Cabral foi pintor de história e retratista, fez cenografia e quase ao fim da vida, em 1861, tentou a pintura religiosa, fazendo, para o teto e as laterais da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, no Rio de Janeiro, os Quatro Evangelistas, a Anunciação e a Assunção.

Um adversário de peso

Foi ainda professor da Academia, substituto da cadeira de Desenho em 1850 e catedrático de Pintura Histórica em 1857, com a morte de Correia de Lima. Sua nomeação para a cátedra seria aliás a causa da exoneração de Porto-alegre, que então dirigia a Academia, e que a ela se opôs veementemente.

Na verdade, Barros Cabral tinha direito ao cargo, já que era professor adjunto de Pintura Histórica desde 1855, e havia um ano exercia interinamente a cátedra, na doença do titular Correia de Lima; Porto-alegre, porém, rompera com Barros Cabral desde 1839, quando esse artista foi seu ajudante nos trabalhos de decoração do Teatro Dom Pedro de Alcântara.

Em seus Apontamentos Bibliográficos, publicados em 1931 na Revista da Academia Brasileira de Letras e escritos curiosamente na terceira pessoa, assim se refere ao antigo colega de bancos escolares:

Porto-alegre não perdoa

«O que mais lhe penalizou o coração nesta ocasião foi uma carta insolente que recebeu do seu discípulo e protegido Joaquim Lopes de Barros Cabral, exigindo-lhe uma soma que lhe não devia.

«A este Barros Cabral, que tinha a casa de Porto-alegre como sua, fez ele os maiores obséquios que pode fazer um pobre. Por duas vezes, tirou de sua gaveta o último vintém que tinha, para ele poder enterrar sua mulher e seu filho, e foi vender seus ordenados a um cambista, a fim de poder comer no dia seguinte: pintava-lhe obras, compunha-lhe painéis, pintava-os mesmo e o protegia como a amigo, como ele e sua própria consciência o sabe.

«Tudo foi pouco: deste ingrato recebeu maiores afrontas possíveis, pois até o pintou em caricatura na praça pública, e nunca cessou de caluniá-lo.»

Inimigos até o fim do mundo

Porto-alegre acreditava serem de autoria de Barros Cabral algumas caricaturas aparecidas, em 1856, no Brasil Ilustrado e num folheto sem data intitulado Álbum do Pinta-Monos, mas nisso se equivocava, pois tais caricaturas parecem com maior probabilidade devidas ao francês François René Moreau, com quem Porto-alegre tivera, em 1844, um sério atrito.

Tudo isso explica por que, em setembro de 1857, tendo sabido que à sua revelia o Marquês de Olinda nomeara "um cenógrafo quase analfabeto" para a cadeira de Pintura Histórica, o futuro Barão de Santo-Angelo foi ao Imperador e entregou seu cargo, protestando contra uma nomeação "que ia contra o espírito da reforma, contra a letra expressa da lei e contra a inteligência artística e moralidade do estabelecimento".

Um artista esquecido

O que sobrou da pequenina produção de Barros Cabral é pouco, existindo no Museu Nacional de Belas-Artes um Interior de Cárcere que pouco o recomenda, e que confirma o que dessa obra escreveu o autor de Arte brasileira, em 1888:

«É uma obra fraca; esbatida e lisa como uma pintura em porcelana, feita por mão pouco amestrada.»

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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25/02/2007

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