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Artista : Abraham Palatnik - Abraão Palatnik - Abraao Palatnik
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BIOGRAFIA
 
Palatnik, Abraham - (Natal, RN, 1928). Estuda em Telavive, nas escolas Herzelia e Montifiori, esta última em motores de explosão. Entre 1943 e 1947, estuda pintura e história da arte com Aron Avni, escultura com Sternshus e estética com o Dr. Shor. De volta ao Brasil , em 1948, tem aulas de Estética com Mário Pedrosa. Em 1949, inicia seus estudos no campo da luz e do movimento. Considerado um dos pioneiros da Arte Cinética do Mundo, começa a produção artística com pintura não-abstrata, passando pelos cinecromáticos até a aplicação estética dos recursos tecnológicos. Dedica-se à criação de processos de controle visual e automático de utilização industrial. A série cinecromática é uma pesquisa qua data da década de 40, e a série de relevos progressivos é dos anos 60. De 1953 a 1955, integra o Grupo Frente, tomando parte em suas exposições, sem, contudo, aderir às proposições neoconcretistas. Na década de 60, dedica-se a pesquisar outros suportes: vidro, jacarandá, poliéster. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, menção honrosa do júri, 1951; Bienal de Veneza, 1964; Bienal Americana de Arte, Córdoba, 1966; Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro; Exposição de Artistas Brasileiros, Munique, 1964; Salão Comparaisons, Paris, 1965; Exposição artistas Brasileiros Contemporâneos, Buenos Aires, 1966. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Abraham Palatnik desfruta hoje de um lugar próprio na história da arte brasileira e internacional. Se adjetivos como pioneiro e transgressor são sempre colados à sua produção é porque ela surge de forma dissonante na I Bienal de São Paulo, em 1951. Ao invés de uma pintura ou escultura, Palatnik exibia então seu primeiro Aparelho Cinecromático - uma "máquina pictórica". Aqui, tecidos sintéticos, motores, luzes, e a incorporação decisiva do espectador no ambiente são os elementos que estruturam a obra. Devido a este caráter dissonante, o trabalho quase foi recusado na exposição, bem como os organizadores tinham dificuldade em catalogá-lo.

Vemos hoje que se testemunhava ali um gesto pioneiro no campo da arte cinética e no uso da tecnologia. O que singulariza o trabalho de Palatnik é o uso que ele faz da tecnologia e suas possibilidades inovadoras. Não se trata de uma arte que está a serviço da técnica, mas sim de um olhar atento que sabe retirar das possibilidades técnicas e dos materiais mais diversos toda sua potencialidade poética. Misto de artista e desenhista industrial, Palatink possui muito do ideário construtivo na vontade de integrar arte e vida. Existe aqui uma convicção de que a arte pode estar em todos os lugares para todos os públicos, disseminada pelo cotidiano.

Dos Cinecromáticos, passando para os Objetos Cinéticos, as progressões em madeira e poliéster, os desenhos em papel cartão e as progressões e pinturas sobre vidro mais recentes, a obra de Palatnik sempre foi fruto de um olhar primeiro e cuidadoso para o mundo ao seu redor. Doar um novo lugar para as coisas, engendrar poesia na tecnologia e ampliar o horizonte da arte fez deste quase rejeitado artista da primeira Bienal de São Paulo hoje uma referência da história da arte.
 
Fonte: Mac/SP - 20/08/2007

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