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Artista : Henri Laurens
 
   
 
   
 
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BIOGRAFIA
 
Laurens, Henri
Paris, França , 1885
Paris, França, 1954


Escultor cubista, cuja primeira fase foi influenciada pelas esculturas de Rodin, mantém contato com Pablo Picasso e Georges Braque a partir de 1912. As esculturas de Laurens têm caráter único: trabalho de materialidade, realizando na tridimensionalidade o que tinha sido desenvolvido apenas no campo pictórico.
Filho de um toneleiro, ao sair da escola primária entra como aprendiz no ateliê de um escultor ornamental; em seguida, trabalha na decoração de edifícios, na talha direta de pedras. Em 1911, conhece Georges Braque, com quem estará ligado ao longo de toda sua vida por uma estreita amizade.
Braque inicia Laurens no Cubismo e esta adesão será longamente refletida e pessoal. Expõe pela primeira vez, em 1913, no Salão dos Independentes, em Paris. Em 1915, aproxima-se de Juan Gris e Amedeo Modigliani. Constrói esculturas em planos, associando diferentes materiais: ferro, madeira, gesso.
Durante o período de 1920 a 1924, passada a forte influência do Cubismo, sucessivamente retorna à figura humana, ao volume, enquanto a geometrização das formas vai diminuindo. Paralelamente, realiza numerosos trabalhos de arquitetura e de decoração. Viveu metade dos anos de 1932 e 1933 em Etang-la-Ville, onde se liga a Aristide Maillol e Roussel. Após um período materialmente muito difícil, o prêmio Helena Rubinstein lança a atenção sobre ele.
De 1939 a 1944, foi muito atacado pela imprensa pró-nazista, vivendo retirado. Em 1948, foi convidado a representar a escultura francesa na Bienal de Veneza.
Laurens foi muito admirado por Picasso e Braque e outros artistas; ao não conseguir o prêmio de escultura na Bienal de Veneza, Henri Matisse, em protesto, divide com ele seu prêmio de pintura. Em 1953, Laurens obtém o Grande Prêmio de Escultura na Bienal de São Paulo.
O artista traduzia em formas escultóricas características das pinturas cubistas. As suas qualidades destacáveis e permanentes são as proporções justas e o sentido de movimento. Cada vez mais as curvas tomam importância e ganham um novo acordo rítmico, criando elementos ondulatórios; em relação às suas obras precedentes, os volumes vão sendo sempre simplificados, porém de uma maneira menos estritamente geométrica. Compõe um estilo próprio, marcante, em toda a sua produção.

Daisy Peccinini/Mac

 
19/02/2007

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